domingo, 27 de setembro de 2009

'Homem' X 'homem'

Num dia quente desses eu fui de bermuda, camiseta e havaianas pro Coral. Aí estou lá e uma amiga, quando vem falar comigo, olha pra baixo e comenta “seu pé é igual o do meu namorado”, e eu respondo “po, teu namorado tem o pé muito bonito então! hehe”. Quase que imediatamente veio o comentário do meu primo: “ah, parece um viadinho você, quer ter pé bonito. Homem tem que ter pé feio!”. Eu olhei pra ele, ri e falei que gostava de ter meu pé tamanho 38, bem bonito. huahuahua

Estava agora tomando banho pra dormir e lembrei dessa história, aí fiquei pensando. Po, será que ainda vivemos na era das cavernas? Será que a figura do homem de verdade ainda é a de um troglodita? Será que um cara que cuida da aparência, é romântico, carinhoso não pode ser homem?

Eu queria que as mulheres respondessem... Vocês preferem aquele cara todo ‘quadradão’, que senta no sofá e fica pedindo cerveja enquanto arruma a casa, que vai beber com os amigos e te deixa sozinha e, na hora de dormir, faz aquele ‘pai-mamãe’ e depois que consegue gozar ele Deita Vira e Dorme (o famoso DVD) ou vocês preferem um cara que te liga na hora do almoço só pra falar que pensou em você, que chega em casa e te dá um beeijo daqueles de quem tava com saudades, que te leva pra jantar, abre a porta do carro, faz elogios e, depois, pra completar, ainda te dá aquela noite de amor maravilhosa ou, simplesmente, te abraça e fica fazendo carinho até você dormir?

Eu acho que está na hora de alguns homens reverem os seus conceitos sobre masculinidade e perceber que o tempo das cavernas ficou pra trás a muito tempo. Romance, carinho, atenção e gentileza eu acho que é o que mais conta e o que menos se vê.

Ou será que, realmente, o errado sou eu? #dúvida ;~

sábado, 26 de setembro de 2009

Todo Mundo e Ninguém...

Estava eu folheando um livro de literatura e acho esse trecho. Um dos que eu me recordo sempre e gosto muito. ;D Tá aí pra vocês.

Auto da Feira, 1527


Entra Todo o Mundo, homem como rico mercador, e faz que anda buscando alguma coisa que se lhe perdeu; e logo após ele um homem, vestido como pobre, este se chama Ninguém, e diz:

Ninguém: - Que andas tu aí buscando?
Todo Mundo: - Mil coisas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
Ninguém: - Como hás nome, cavaleiro?
Todo Mundo: - Eu hei nome Todo o Mundo,
e meu tempo todo inteiro
é sempre buscar dinheiro,
e sempre nisto me fundo.
Ninguém: - Eu hei nome Ninguém
e busco a consciência.
Belzebu: - Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.
Dinato: - Que escreverei, companheiro?
Belzebu: - Que Ninguém busca consciência,
e Todo o Mundo dinheiro.
Ninguém: - E agora que buscas lá?
Todo Mundo: - Busco honra muito grande.
Ninguém: - E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.
Belzebu: - Outra adição nos açude: la outra
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra Todo o Mundo,
e Ninguém busca virtude.
Ninguém: - Buscas outro mor bem qu’esse?
Todo Mundo: - Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.
Ninguém: - E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.
Belzebu: - Escreve mais.
Dinato: - Que tens sabido?
Belzebu: - Que quer um extremo grado
Todo o Mundo ser louvado,
e Ninguém ser repreendido.
Ninguém: - Buscas mais, amigo meu?
Todo Mundo: - Busco a vida e quem ma dê.
Ninguém: - A vida não sei que é,
a morte conheço eu.
Belzebu: - Escreve la’outra sorte.
Dinato: - Que sorte?
Belzebu: - Muito garrida:
Todo o Mundo busca a vida,
e Ninguém conhece a morte.
Todo Mundo: - E mais queria o paraíso,
sem mo ninguém estorvar.
Ninguém: - E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.
Belzebu: - Escreve com muito aviso.
Dinato: - Que escreverei?
Belzebu: - Escreve
que Todo o Mundo quer paraíso,
e Ninguém para o que deve.
Todo Mundo: - Folgo muito d’enganar,
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: - Eu sempre verdade digo,
sem nunca me desviar.
Belzebu: - Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.
Dinato: - Que?
Belzebu: - Que Todo o Mundo é mentiroso,
e Ninguém diz a verdade.


Ah, eu me amarro nesse diálogo. Já até fiz teatro dele na aula. husadsuhadhusad
Comentem, digam o que acham! ;D

domingo, 6 de setembro de 2009

Saudades! ;x

A pedido da @gabimayer, lá vai um texto que fiz pra uma menina num belo dia quando acordei com os pensamentos a mil. Espero que gostem!

Saudades! Saudades daquela 'Fulana'* que dava toquinhos no meu celular pra dizer que lembrava de mim, saudades daquela 'Fulana' que me ligava só pra dar boa noite, saudades daquela 'Fulana' que mandava torpedo às 9 da madrugada me acordando pra falar com ela no MSN, saudades daquela menina que eu esperava às terças e quintas na escola apreensivo e, quando ela chegava, eu não conseguia esconder a minha felicidade, saudades de ficar olhando ela lá do outro lado da sala e querendo que a hora passasse pra poder chegar perto dela, saudades de sentir o cheiro dessa menina no meu casaco, saudades de andar de mãos dadas com ela, saudades do abraço aconchegante, saudades do beijo molhado, dos lábios macios, do coração batendo acelerado, da respiração ofegante e dela perguntando o por que disso tudo. Saudades de me sentir importante na vida dela, saudades das conversas intermináveis ao telefone, saudades das festas que fui e telefonava pra ela porque queria, mais que tudo, que ela tivesse ali comigo. Saudades do tempo que eu não tinha medo do que falar pra ela. Saudades dos dias em que eu podia encostar a cabeça no travesseiro e imaginar um futuro ao lado dela, saudades de quando eu cheguei a pensar que era, realmente, ela a mulher que eu esperei a minha vida toda, saudades de não saber certas verdades, saudades de poder me iludir. Saudades dos dias em que eu achava que ela gostava de mim. Saudades, enfim!
12 de agosto de 2009 – 04:20

*O nome da menina foi alterado pra 'Fulana'. Espero que entendam. ;D

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A conquista da razão

Se hoje não podemos conquistar pelo coração, logo de cara, conquistemos pela razão, aos poucos. Você é conquistado pelo coração quando tem aquele desejo maior, uma vontade de ver a pessoa e a idéia de que não existe outra no mundo. Já pela razão você pesa tudo que a pessoa fez pra você pra te conquistar, pra estar com você e se você sente alguma atração por ela, aí se deixa levar. Deixe-se conquistar pela razão, o coração se conquista com o tempo e, quase sempre, se engana. É mais ou menos assim:

“Eu sei que o quarto principal da casa principal no seu coração está ocupado, mas não importa, eu fico com aquele quartinho dos fundos onde se guarda as coisas que não se usa. Um belo dia eu saio pra ver as estrelas a noite e acabo dormindo na varanda, aí você, que gosta de mim um pouquinho, me convida a entrar por causa do frio e eu durmo ali pela cozinha. Você acorda e tem um maravilhoso café da manhã te esperando, a tarde passa um jogo do teu mengão e você me chama pra assistir com você. Anoitece e, ali pela sala mesmo, eu pego no sono. Você vem, traz cobertas e me cobre, enquanto durmo. Dormindo ali eu fico por uns dias, até que um dia o ocupante do quarto principal se distrai e quem dorme lá sou eu. Ele se ajeita ali pela sala, inconformado (ou talvez nem perceba). Passa outro jogo do teu mengão, mas ele não gosta, aí ele vai pra cozinha. Acaba ficando por lá mesmo. Um belo dia você acorda e ele sumiu. Se você procurar, vai achá-lo lá no hotel dos amigos, um lugar onde se encontram as pessoas que são ou já foram importantes na sua vida. De lá ele não vai sair, tem o quarto vitalício que só pode ser derrubado pelo ‘demolidor’ esquecimento. Agora ele está lá e, enquanto isso, na casa principal, estamos nós. Conquistei a casa principal do seu coração.

Se foi difícil dormir com as coisas inúteis naquele quartinho nos fundos? Foi! Se senti solidão, dormindo lá fora, olhando pras estrelas? Senti! Se senti frio deitado no chão da cozinha? Muito! Se fiquei com dor nas costas de dormir naquele sofá por algum tempo? E põe dor nisso! Mas, sabe de uma coisa? Faria tudo de novo porque quem acredita em alguma coisa luta por isso até se tornar realidade e desistir não está no dicionário de um sonhador. Ele não era digno de estar nesse quarto principal, só tomei o que era meu por direito.”

Eu estava deitado na cama, sem conseguir dormir e comecei a viajar (como sempre!), mas se você ler direito, interpretando cada etapa e os motivos pra cada coisa acontecer, vai perceber que não é uma total viagem. Pensei nesse lance de ‘coração ocupado’ ou ‘espacinho no coração’ e saiu isso aí. Não consegui dormir, aí vim escrever. Tomara que agora dê sono! (y)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A ilusão é uma realidade...

Tava no twitter aí acabou que o @douglahs falou “É sempre bom ter uma pessoa realista do lado. Eles ajudam a abrir os olhos e encarar o possível medo.” Aí eu, sonhador que sou, falei que os ‘sonhadores’ também são úteis porque não desistem fácil de seus sonhos. Aí ele disse que era ‘sonhador’ também e, por isso, gostava de pessoas ‘realistas’ pra completar. Aí eu tive a maior viagem do dia hehe “RT @Vicmendon mas o mundo é tão sem explicação que 'realidade' é praticamente uma ilusão... #VIAGEM hehe”

Depois fui esquentar a minha comida e fiquei viajando lá. Talvez os sonhadores sejam os mais felizes, mas talvez sejam só aqueles que tem a pseudo-idéia de felicidade, por um tempo e, depois percebem que só estavam mergulhados na ilusão. Daí eu fiquei lembrando várias coisas que aconteceram na minha vida e a palavra que vinha depois das situações que eu parecia estar mais feliz era ILUSÃO. Tudo bem que você fica maravilhosamente feliz, vai dormir imaginando várias coisas, faz planos antes de dormir, acorda feliz e viaja o dia todo. Mas chega o dia em que a realidade bate à porta e põe pra fora a ilusão, aí você fica pra baixo, revoltado e acha que nunca mais vai ser feliz assim. Mesmo sabendo que um dia vai...

Isso não dura pra sempre. A cada desilusão que você passa, você aprende a ser um pouco mais realista. O problema é que você é tão sonhador e ingênuo que, mesmo tendo a certeza que está se iludindo, você sempre acha um motivozinho que dá razão à sua ilusão.

A minha dúvida é se a ilusão faz bem ou faz mal? Dizem que a felicidade não existe, só há momentos felizes. Se for assim, viver iludido é a maneira mais fácil de ser feliz, mas a realidade também deve ser muito interessante de vez em quando. DEVE . . porque, até hoje, só sonhei, só me iludi... ;D

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Soneto de Amar Demais

Eu vou fazer você gostar de mim.
Eu vou tentar fazer você gostar
Desse meu jeito de gostar assim...
Eu vou tentar fazer você me amar.

Você me procurar pra dizer sim.
Você lembrar de mim quando acordar.
E, pouco a pouco, sem achar ruim,
Você gostando até se apaixonar.

E ai provar do amor que te ofereço.
Fazer do meu amor seu endereço
E do meu coração sua morada.

Eu vou fazer você me amar de um jeito
Que seja pra você o amor perfeito...
Uma estória de amor apaixonada.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Há Momentos

momento-exato-03
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar . . porque um belo dia se morre.

(Clarice Lispector)

sábado, 15 de novembro de 2008

Rifa-se Um Coração

tristeza
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

(Clarice Lispector)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nexo?! Onde?

escolha

   Um tempinho sem escrever já, né? Já estava indo dormir, mó sono aqui, mas deu vontade de escrever.

   Sabe como é, eu estou num momento em que nem eu me entendo. Eu quero uma coisa, mas não quero. Acho que quero de um jeito, mas desse jeito não dá. Quero falar, mas acho melhor não. Quero fazer o que acho melhor, mas talvez não seja isso o melhor a se fazer. Tenho certeza do que EU sinto, mas nem sei quem é mais esse EU. Complicado, né?

   Como diria meu amigo Cantelmo: "Conflitos internos, cara . . conflitos internos . ."

   Quem nunca teve que atire a primeira pedra.  Quem nunca teve dúvida da própria dúvida? Quem nunca teve um momento na vida em que queria simplesmente parar e conversar consigo para tentar entender o que se passava por dentro? Nesses momentos eu paro e converso comigo. Louco, né? Talvez . . .

   O ano está acabando, uma fase da minha vida está chegando ao seu final, ano que vem é faculdade (se Deus quiser!!!) e a vida muda completamente. A última coisa que eu queria era que chegasse o fim do ano, sabe? Três anos numa escola, largar a rotina com os amigos, certamente perder contato com boa parte deles amigos que passam comigo quase a totalidade do dia e encarar um mundo totalmente novo. Trabalho, faculdade, em resumo, RESPONSABILIDADE.

   Fico me perguntando se estou pronto e, reconheço, tenho medo, mas quem nunca teve medo do desconhecido? Quem nunca quis se trancar dentro do seu mundinho e esperar um milagre? Que milagre?! Sei lá, que o mundo acabasse, talvez. x)

   Não queria que esse ano acabasse, mas quero muito que venha 2009. Tenho muito medo do desconhecido, mas estou ansioso para entrar nesse mundo novo. Sei que não vai ser nada fácil, mas também sei que será muito prazeroso. Novas experiências, novos ares, novas rotinas, novas pessoas (sem esquecer as antigas), novos 'points', novos assuntos, novas histórias . . muitas histórias.

   A mesma onda que leva . . traz. As coisas mudam, evoluem (ou não!) e cabe a nós nos adaptarmos a essas mudanças. Vida é mudança, vida é medo, mas não medo da vida e sim do novo. Afinal, quem teme a vida já está meio morto. Temo o que possa vir pela vida, e não ela em si.

   A vida é feita de escolhas e cada uma delas te leva a um caminho diferente. Escolhas essas que podem ser feitas em um ano, em um mês, em um dia ou, simplesmente, tomadas em uma fração de segundo e que têm o poder de mudar por completo a sua vida. Você tem medo de escolher errado? Eu também, mas tenho mais medo de não escolher. Se eu não escolher eu fico parado, e ficar parado é a única coisa que não admite a vida. Tento, tento, tento e tento mais uma vez até acertar, sou teimoso mesmo, insisto sim, mas já me disseram uma vez que toda insistência tem um objetivo, é verdade.

   Se insisto é porque valia a pena, ou eu achava que valia a pena. Mas depois de um tempo a poeira abaixa e a gente entende tudo de uma maneira totalmente diferente, se arrepende de muitas coisas que fez, mas faria tudo outra vez. Viver sem emoção não dá, cara. Emoção é a energia motriz da vida, não importa qual seja a emoção, importa só que exista.

   Os meus textos são uma espécie de desabafo, por isso mudo de assunto direto, emendo um no outro e nunca acaba, até que eu paro no meio de um raciocínio e fica tudo sem nexo. (huahuahua) Sinto muito, desabafo é desabafo, e se nem eu sei o que se passa na minha cabeça, como você queria entender num texto? (hehe!)

   Até a próxima ;D

domingo, 2 de novembro de 2008

Medo - O Grande Inimigo

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.

Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Ralph Waldo Elerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.

Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!

Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.

Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranqüilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.

O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

Texto extraído de:
O Poder do Subconsciente
Dr. Joseph Murphy
Cedido por:
Marcia Villas-Bôas

ORIGINAL EM http://www.casadobruxo.com.br/textos/medo.htm