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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Compaixão

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento. E falam porque supõem saber. Mas não sabem. Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida. Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor. As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram. Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele. Isso é masoquismo. Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo? Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância. Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos. Isso é ser infeliz. Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento. É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo. Espere florescer a árvore do próprio sentimento. Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.

Arthur da Távola

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Medo de que, neguin? ¬

Eu fico impressionado com a quantidade de pessoas que tem medo de demonstrar o que sente, namoral! Sério, cara, qual a lógica de não falar o que sente, expressar o sentimento? Muitos devem ter pensado: “Se eu falo tudo que sinto, posso acabar me machucando...”, mas ninguém disse pra falar tudo, só disse que não tem lógica você não demonstrar.


Pensa comigo, você sai de casa todo dia com uma infinidade de riscos. Pode ser atropelado, assaltado, cair, enfartar, morrer de bala perdida (que de perdida não tem nada), pode ser atacado por um pitbull (ou por um ‘pitboy’ hahaha), pode cair num bueiro sem tampa, pode ser atingido por algo vindo do céu, por uma roda que se soltou de um caminhão, um meteoro pode cair e acabar com o mundo ou, simplesmente, uma bomba atômica...


Agora você vai dizer pra mim que tem medo de arriscar ser feliz? Oo Vai dizer pra mim que corre risco de vida pra ir jogar bola, ou tomar cerveja com os amigos e não pode correr o risco de falar o que sente por medo de não ser recíproco? Vai dizer pra mim que não vale a pena dizer o que sente, correndo o ‘risco’ de dar certo, e você se dar bem? Ahhhhhhh, vai twittar, vai... uhasdusadhusadhaus

Comenta? Queria saber sua opinião! ;p

domingo, 6 de setembro de 2009

Saudades! ;x

A pedido da @gabimayer, lá vai um texto que fiz pra uma menina num belo dia quando acordei com os pensamentos a mil. Espero que gostem!

Saudades! Saudades daquela 'Fulana'* que dava toquinhos no meu celular pra dizer que lembrava de mim, saudades daquela 'Fulana' que me ligava só pra dar boa noite, saudades daquela 'Fulana' que mandava torpedo às 9 da madrugada me acordando pra falar com ela no MSN, saudades daquela menina que eu esperava às terças e quintas na escola apreensivo e, quando ela chegava, eu não conseguia esconder a minha felicidade, saudades de ficar olhando ela lá do outro lado da sala e querendo que a hora passasse pra poder chegar perto dela, saudades de sentir o cheiro dessa menina no meu casaco, saudades de andar de mãos dadas com ela, saudades do abraço aconchegante, saudades do beijo molhado, dos lábios macios, do coração batendo acelerado, da respiração ofegante e dela perguntando o por que disso tudo. Saudades de me sentir importante na vida dela, saudades das conversas intermináveis ao telefone, saudades das festas que fui e telefonava pra ela porque queria, mais que tudo, que ela tivesse ali comigo. Saudades do tempo que eu não tinha medo do que falar pra ela. Saudades dos dias em que eu podia encostar a cabeça no travesseiro e imaginar um futuro ao lado dela, saudades de quando eu cheguei a pensar que era, realmente, ela a mulher que eu esperei a minha vida toda, saudades de não saber certas verdades, saudades de poder me iludir. Saudades dos dias em que eu achava que ela gostava de mim. Saudades, enfim!
12 de agosto de 2009 – 04:20

*O nome da menina foi alterado pra 'Fulana'. Espero que entendam. ;D