
Habitat


Numa noite dessas de insônia, a quase dois meses, escrevi esse 'anúncio', inspirado no 'Rifa-se um coração' da Clarice Lispector. Aí eu fui e fiz um meu. Não ficou lá essas coisas, comparado com o dela, mas fui eu que escrevi! ruun --' huahuahuahuauha Bom, sem mais rodeios, é esse aí de baixo...
Vende-se, rifa-se, aluga-se ou, simplesmente, dá-se um coração. Meio baleado, meio sofrido, muito retalhado, um pouco vivido. Promete-se atenção, carinho, respeito, parceria, companheirismo, amizade, cumplicidade, batidas aceleradas quando chegar perto e muito amor. Pede-se apenas a chance de se envolver, o resto é com ele. Aceita-se, em troca, corações de todos os tipos: desiludido, triste, amargurado, cansado, machucado e, até feliz. Mas exige-se coração corajoso, valente, sem medo de ser feliz. Aos corações interessados, venham correndo, pois esse coração aqui já não aguenta mais de tanto amor guardado.
26/08/09 – 02:30
Li no orkut agora e tive que postar, meu texto fica pra amanhã, vou digitar ainda hehe
Só ama de verdade quem "admira" os detalhes da pessoa amada, e são os detalhes que fazem toda a diferença.
Muita gente procura amores de cinema, onde tudo faça a diferença; a pele, o sorriso, a altura, os cabelos, a simpatia, a inteligência, o bolso, a profissão, são tantas exigências, tantas requisições, e o amor pede tão pouco:
no início admiração, depois do conhecimento inicial: atenção, depois de algum tempo juntos: dedicação, e junto com o respeito, que deve existir sempre, o amor para resistir ao tempo precisa de detalhes, as vezes tão pequenos, que acabam gerando um elo, uma aliança que torna o casal único, isso se chama cumplicidade, e é o que faz a diferença.
Cúmplices são mais do que amigos, mais do que irmãos, são almas afins que se reconhecem mesmo de longe, onde o olhar fala mais do que mil palavras, detalhes que fazem de um relacionamento, o verdadeiro amor, o que dura além do tempo, e transformam duas pessoas em "almas gêmeas".